27 outubro 2007

Recomeçar


A felicidade existe, e é extremamente comovente o som que tu escutas, dá-me um arrebatamento de renascimento e devolves a minha origem, o começo em que os meus ouvidos se formaram no ventre intactos.

Determinada a me distanciar do silêncio mas nunca para sempre. Um suspiro involutário pois por fim estava aqui uma resposta á pergunta que permanecia suspensa na minha mente, se o ouvir seria algo de maravilhoso.

Meu deus! Não é de todo maravilhoso, mas tremendamente sedutores, apaixonantes e cativantes, diria MÁGICO.

17 julho 2007

Sun Melody


Quando cai na realidade
Não quis acreditar
Que o sonho estivesse
Tão perto.

Eu e tu
Pedaços de carne e máquina
Intimamente embutidos
No bailando melodioso.

Movidos numa cumplicidade
LOUCA.

17 abril 2007

Alicani

(Art By Memorex)

Silêncio ausente,
encaixilhado a observar.

São momentos
com o que se passa
no mundo.

Atendo a voz da
Escrita,
mergulhada em mim.


08 março 2007

Doce Rebeldia

(Art By Memorex)

Na quietude de uma sala fria, um quadro negro e emoldurado de giz. Um rosto cal como a neve, de olhos azuis escorriam-me iludida. Um sorriso cúmplice a despertar de mansinho, cabelos dourados e despenteado em palavras, um livro aberto, apinhado de fantasias e sonhos.

26 fevereiro 2007

(Art By Memorex)

Hoje só me apetece submergir no meu mundo, menina de azul e pitoresca, cataratas de sensações espumosas. Universo meu e não teu, meu sorriso iluminado e desconsolado pelas lágrimas na ultrapassagem das dificuldades. Mundo de silêncio que em mim habita onde cada som tem a sua música!

Silenciosamente.

14 fevereiro 2007

Estado de Espírito II

(Art By Memorex)

Asas de sedução, palavras que não confundem com a sua beleza deslumbrante, e o tempo solarengo pintado no azul vítreo, sem a comparência das bolinhas de algodão doce e brancas.
A música das cores, as suas vozes devolvia a graciosidade da magia, a entoar nos cantos da vida com um simples bater de asas.

04 fevereiro 2007

Azul, Verde, Amarelo, Laranja e Violeta

(Art By Memorex)

Cores vivas,
Soltadas na simplicidade
...
De um traço carregado
Num conjunto colorido.
...
Efeitos pincelados
E criativos
...
Cuja arquitectura
Colossal e ensopada
Nos invade
...
Magicamente.

27 janeiro 2007

Não Digas Nada

(Art By Memorex)
...
Eu toco-te e sinto,
Sossego e tranquilidade,
A derreter na brisa flutuante.
...
Respirando a
névoa dispensada,
que existe.
...
Apenas silêncio
...

11 dezembro 2006

Ser Poeta [Silencioso]

(Arte by Memorex)

Ser Poeta [Silencioso] é escutar o mundo, a Natureza na sua essência dos Cosmos. È assim, com os meus ouvidos tapados e inalcançavéis no mar dos sons que escuto através das minhas visões, no orgão primordial dos meus olhares.
Com eles posso estar delirante, de tanta emoção pela alegria do espírito que dá o coração da vida. Pela triste melancolia e insignificante companheira das noites madrugadoras e das solidões amargas.
Ouvir as correntes de ar, agitadas e turbulentas dentro de mim, do casulo onde aí permaneço. Despertam-me, acordam-me para a vida. È encontrar-me dentro dos escombros, das ruínas onde ilumina a luz nas trevas da escuridão.
È reviver novamente, perante as incertezas. È ser Poeta [Silencioso], escutando-me somente quando estou desorientada.
Ser Poeta [Silencioso], é escutar a minha VOZ!
A VOZ que o mundo molda na minha dimensão primitiva.
Ser Poeta [Silencioso] é amar o coração da vida.
È abraçá-la até ao último suspiro entre a vida e morte.
Aquela voz, com o mesmo olhar perdido devolvo-lhe a dignidade que ela merece. O lapidar das palavras desabrochadas habitadas dentro da minha alma, por vezes dissimuladas e verdadeiras.
Os meus olhos vêem coisas, situações, imagens até palavras capazes de trazer uma riqueza, uma sabedoria imensa.
Assim, é Ser Poeta [Silencioso] e Artista.

24 julho 2006

Estado de Espírito


Tira-me do silêncio,
Sussurrando palavras lapidadas,
Na intemporalidade,
Dos teus pensamentos.

Absorvidos de desejo!

Gravuras esculpidas,
Numa utopia,
Inexistente e abstracta,
Do emudecimento apaixonado.

Longínquo ou perto,
Ritmando os nossos corpos,
Na ilha da tentação,
Fundeando a luz
Na descrição.

De um amor envolvente,
E profundo.

@Memorex

30 maio 2006

Sorriso


Contemplo silenciosamente,
A magia do teu sorriso.
Único e sublime.

Os teus lábios dançam,
Ao som dos meus olhos.
Durante a claridade,
Prologando pela noite toda.

O teu sorriso,
Verdadeiro e delicado.
Faz-me pulsar,
O batimento exaltado.

Deslizando o auge,
No lineamento ensopado.
Deixa-me tocar,
O teu sorriso!
@Memorex

17 maio 2006

Intimidades


Sou o silêncio
Que mancha a sonância
Do inconcebível.
A nostalgia
De não ouvir
A melodia dos timbres
Perdidos
Que me interpelam.
No dialogo
Das intimidades
Escondidas.
Tanto para contar
No olhar
Carregado de Silêncio.
@Memorex

14 maio 2006

Enigma


Dentro de ti,
Escondes um segredo.
Oculto e silencioso,
Porque tapas?

Eu conheço-te,
Os teus olhos mostram.
Aquilo que não
Manifestas.

De que tens medo?
Desnuda a tua individualidade,
O teu eu.

Uma matéria,
Que a ambiguidade concedeu-te.

@Memorex

07 abril 2006

Chocolate


Chocolate delicioso,
Vem ter comigo.
Amolece na dança,
Do linguado.

Onde dois corpos,
Fundem num só.
Submergindo na perdição,
Do paladar alongado.

Acaricia-me este prazer absoluto,
Do silêncio incomparável,
E peculiar.
@Memorex

04 abril 2006

A Voz do Silêncio

Por detrás da máscara muda,
Vejo o que os outros não vêem.
Os ramos sacodem o bailado ventoso,
As nuvens tombam gotinhas de embriaguez,
Que explodem ao tocar o solo.
A água corre, corre e corre,
Moldando imagens representativas.
Vejo o que os outros não vêem,
Um mundo fétido e efémero,
Sem compaixão.
Um grito magoado de barbaridade,
Inspirado a maldade humana.
Na indiferença maligna,
Da insensibilidade inanimada.
Escapando á futilidade do sofrimento!
Fugindo e rebolando os rios,
Tirando toda a sujidade amaldiçoada.
Levantando a sua voz imaculada,
Do silêncio enterrado.
Cavando a sepultura que esconde…
…uma grande generosidade!
@Memorex